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O dia em que o Brasil calou a América - Memórias de Toninho em Indianápolis

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O dia em que o Brasil calou a América:
Memórias de Toninho em Indianápolis.

 

Em 1987, tirei um mês de férias. Na época, eu trabalhava no RH da Eletropaulo, na Brigadeiro. Estávamos implantando o alto rendimento na ADC Eletropaulo e convenci o Dr. Nilo, médico da ADC Eletropaulo que eu tinha contratado do Centro Olímpico, a me acompanhar; assim, fomos para os Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Assistimos a vários jogos: futebol campeão, com gol de Evair na final; voleibol com Bernardinho em quadra; e basquete feminino vice-campeã, perdendo para as americanas.

Lembro das noites em que ia à Union Station e ficava conversando com as meninas do basquete; foi ali que conheci a Paula e a Hortência. No entanto, o fator mais importante para mim foi a final do basquete masculino. Ali estávamos eu e o Dr. Nilo. No primeiro tempo, houve uma verdadeira surra americana na nossa equipe; os americanos, nas arquibancadas, apenas comiam pipoca e cachorro-quente e se divertiam dando risada. Mas, no segundo tempo, a mão certeira de Oscar nos três pontos e a inteligência técnica de Marcel deram início a um show inesquecível.

Foi uma vitória brasileira para uma plateia completamente estarrecida; afinal, os americanos nunca tinham sido derrotados em suas terras, e mais incrível ainda foi o fato de o Brasil marcar mais de 100 pontos, algo que ninguém ainda tinha feito em jogos. Ali, eu me lembro de torcer intensamente e de chegar perto deles, entrando na quadra ao final da partida.

Hoje de madrugada, o Sportv estava transmitindo o jogo na íntegra; eu nunca tinha visto, e, lá no final do jogo, durante a comemoração, lá estava eu, de braços abertos, pulando junto. O Dr. Nilo perdeu o dinheiro dele naquela partida. Depois disso, fomos para Boston, de ônibus, e ficamos na casa do meu tio, que nos deu dinheiro para ir a Miami, onde conheci, pela primeira vez, a Disney.

Conversei com o Oscar umas duas vezes depois e contei a ele que estava presente naquele jogo, e ele mesmo diz, repetidamente, que foi o maior jogo da vida dele. Também conversei com Marcel algumas vezes, pois ele era meu vice-presidente no Partido do Esporte; ele igualmente me afirmou, em diversas ocasiões, que aquele tinha sido o maior jogo de sua carreira.

São memórias que o tempo não apaga, registros vivos de um dos maiores feitos do esporte brasileiro.

Foi a partir deste evento que tive a certeza de que deveria seguir firme e investir na carreira de gestor esportivo, chegando à Presidência da Federação Paulista de Atletismo, Presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, membro do Comitê Olímpico do Brasil, membro do Comitê Paralímpico Brasileiro, várias participações em Olimpíadas e campeonatos mundiais.

Descanse em paz, grande atleta, Oscar.

O Sinpefesp, em nome de seu fundador e primeiro presidente do Sindicato de Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região, Toninho, presta sua mais sincera homenagem a Oscar Schmidt e a toda sua família, reconhecendo sua grandeza, legado e contribuição eterna ao esporte brasileiro.  

Escrito por: caz.sinpefesp
Postado: 20/04/2026
Número de Visitas: 160

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